Take me away from this big bad world and agree to marry me.

Março 26, 2008

Yo man, how was your blackout?

Conversas com o Pedro.
- Eu acredito sinceramente que fazemos todos parte de uma grande coisa, que estamos todos ligados a tudo. Acho que na essência não passamos de energia e tudo é feito de energia. Sabes, eu não acredito que quando morremos vamos para um sítio melhor, não acredito num céu e num inferno e essas coisas, mas acredito que há mais qualquer coisa... O nosso corpo desaparece mas a nossa energia não; é transferida para outras coisas, nem que seja para uma caneta ou assim. Acredito numa consciência superior, num elo qualquer, e no fundo isso tem explicações científicas, o estarmos ligados e sermos todos restos ou continuações de outros todos. Ora acompanha o meu raciocínio, que eu há já muito tempo que penso e acredito nisto, só que acho que não há muita gente que consiga acompanhar (risos). Tudo é constituído por átomos, tudo! Os átomos no fundo não passam de partículazinhas de energia. Oras, quando morremos os átomos que formam o nosso corpo não morrem porque a energia não se esgota, transforma-se. Então se os nossos átomos não desaparecem com a nossa morte, vão-se juntar a outro corpo ou formar um novo corpo, não necessariamente humano ou “vivo”, quem sabe até a milhões de anos luz daqui. Sendo assim, estamo-nos a transformar, não deixamos de existir, apenas passamos a existir de outra forma, qualquer forma. Acho que é por isso que não tenho tanto medo da morte (não tenho medo da morte, tenho medo da forma como vou morrer) como algumas pessoas, porque tenho noção que não vou desaparecer. Acho que o grande medo dessas pessoas é a morte espiritual. Eu não acredito num espírito (a energia pode ser espírito?).
(...)
Sabes o que custumo dizer sobre essas ligações que sentimos com as pessoas, que sentimos que são especiais e diferentes das outras ligações que possamos sentir? Custumo dizer que, segundo esta teoria de corpos se transformarem noutros corpos, sentimos esta ligação com as pessoas ou com as coisas porque noutro tempo já fizemos parte de um único corpo, a nossa energia formava qualquer coisa que se transformou e formou outros vários corpos. Mas essa existência de uma só coisa não pode passar despercebida e sentes que fazes parte dessa pessoa/coisa, que continuam a ser o mesmo. Não existimos por nós mesmos, somos continuações de outros corpos. Percebes o que quero dizer?
(...)
Isso mesmo! Lembro-me que um professor meu custumava dizer que somos todos feitos de restos de estrelas.




/Gogol Bordello – Oh No

13 Sociability:

Lord of Erewhon disse...

Prefiro falar de espírito em vez de energia. De qualque modo: os meus átomos gostam dos teus... LOL!!

Dark kiss.
P. S. «Costuma» - emenda.

P. P. S. Não foste tu que foste fazer um blog só pra me oferecer um morcego? Acho que não, és uma pessoa saudável.

Tou fodido com estas putas!

Lord of Erewhon disse...

Deixei-te o caminho para o teu treino de cosmonauta! :)

P. S. Que é feito do *Public Pervert*?

telma disse...

ora ai está uma coisa em que gosto de acreditar.
e isso de nos sentirmos ligados a alguem ou alguma coisa porque ja fizemos todos parte do mesmo corpo, está brilhante! nunca tinha pensado nisso.. e vendo bem faz todo o sentido do mundo. porra, *

Annie. disse...

eu tenho teorias que não são esquisitas, mas que ninguém acha passiveis de serem verdadeiras. mas visto que ninguém sabe nada sobre isso, todas as teorias deviam poder ser ate a data: falsificáveis. não é?

eu acredito em universos paralelos. um dia pediram a um miudo que desenhasse o tempo e ele desenhou uma linha recta.
esse é o Tempo, como o (des)conhecemos. o tempo vai sempre para a frente, mesmo que nós teimemos em dividi-lo em horas, em anos, em séculos.
qualquer decisão, pequenina, que façamos pode alterar para sempre a nossa vida. então eu gosto de imaginar que nesses universos paralelos podem ser exploradas as infinitas hipoteses daquilo que podiamos ter sido também aqui, se tivessemos escolhido outro qualquer caminho.

não faz muito sentido, pois não?

mas eu penso muito nisso, em todas as barreiras que existem entre a nossa possibilidade de conhecimento, quando ficamos presos entre o choro e o riso - tenho a certeza de que há algo para lá disto.

nós nem sequer conseguimos criar o infinito e isso para nós é uma ideia tão assustadora. Teriamos o mesmo medo da eternidade, como aquele que agora temos da morte, mas a morte é um fim, a eternidade não o tem.

nothing can stop us now 'cause we are all made of stars. no outro dia andava a cantarolar isto. eu nem oiço moby, mas precisava de acreditar.


beijinho-te no nariz ^^

p.s: como foi Londres, prinçusa? *

Bruno disse...

olá menina chaka.

Sim, o nosso corpo é composto por energia que corre ou estagna nele próprio.

Sobre a energia permanecer após a nossa morte é dúvidavél mas, ainda não é negavel. Visto haver desconhecimento nao ha certezas. Mas penso que uma vez o motor gerador de energia morrer a energia desaparece.

É como se fossemos um electrodomestico, so temos energia quando ligado à corrente ( diga-se isto, enquanto estamos vivos ). depois de se desligar a ficha da tomada, a ergia perde-se.

Eu já fui a umas sessoes de terapia energética ( é o nome mais adequado que arranjei ), consiste numa pessoa que desbloqueia as tuas ligaçoes energéticas que podem estar por exemplo canalizadas para algo mau.


isto porque eu acredito que a nossa mente controla tudo, as doenças, derivam da nossa mente.

bons pensamentos.

bjito*

Julia Malaguti disse...

Lembrou-me um pouco da teoria do caos, o fato de estar tudo interligado.
"o simples bater de asas de uma borboleta pode ocasionar tufões"
gostei da teoria, posso acabar aderindo-a.
recordou-me tambem de algo que já me disseram, ha muito tempo, que átomos escolhem se continuarão sendo simples ondas ou se formarão materia. imagine só, átomos escolhendo. minusculas particulas com consciencia de escolha. isso dá vida a tudo. de cadeiras a seres humanos.
mas acredito ter tudo uma ligação. um "proposito". temos escolhas pessoais independentes, sanduiches e banhos por exemplo, mas as grandes coisas realmente terem de acontecer. simplesmente por terem essa obrigação. tantos pequenos fatos nos tornam quem somos, como poderiam ser..... acasos?

charlotte. disse...

"somos todos feitos de restos de estrelas"

ain. isso é tão lindo. *-*


beijo.

Klatuu o embuçado disse...

Dediquei-te uma posta importante, por seres a visitante que mais me deixa bem disposto, com os teus comments tipo «hoje fui à rua comprar uma banana», e por seres a minha bichinha anã... :)

Dark kiss, de cosmonauta para cosmonauta.

Bernardo disse...

"what is a human? A creation of God? Is it a human creation? the things I possess are my life and soul. I am a vessel for my heart. who is this? this is me. who am I? what am I? what am I? what am I? I am myself. Yhis, that which is, is myself. That which is formed is me. This is the me that can be seen, yet it feels as if this is not myself. A strange feeling. I feel as if my body is melting. I can no longer see myself. My shape is fading. I feel the presence of someone who is not me. Who is there, beyond me here?"

- eva

um beijinho chaka. *

Rita disse...

gostei da teoria, até me provocou um sorriso. mas estou com uma dor de cabeça que me tira a vontade de especular o que quer que seja.
passei só para dizer que gosto de ti, apesar desta distância que nos tem mantido em lugares tão distantes. gosto de ti e tinha prazer em encontrar-te, algures.

e, sendo tu mágica e tão brilhante, não me espanta nada que sejas mesmo feita de restos de estrelas. *


(ah! lembrei-me de ti em Cure. quando, há uns anos[?] atrás, prometemos que onde quer que fosse o concerto, quando eles cá viessem, íamos estar lá para os ver.
espero por ti num próximo, para cumprirmos a promessa.)

Z disse...

tá bem... pode ser... talvez... e por que não.
há tantas maneiras de pensar em tantas coisas diferentes como coisas diferentes para pensar em... por isso de certeza que essa está certa e é assim mesmo... e se não for também não faz mal!
acho eu...

C. disse...

"Well, then can I roam beside you?
I have come to lose the smog,
And I feel myself a cog in somethin' turning.
And maybe it's the time of year,
Yes and maybe it's the time of man.
And I don't know who I am,
But life is for learning.

We are stardust, we are golden,
We are billion year old carbon,
And we got to get ourselves back
to the garden."



[lembrei-me dos velhinhos.
pá, não sei como é Deus. mas no meu sonho Jesus aparecia de braços dados com Fernando Pessoa, e estava sempre a chamar-lhe Pai... deduzi que fosse Deus. deduzi que fosse ninguém. os meus sonhos andam com comichão.] *

Lux Caldron disse...

Boa teoria. Cientificamente aprovada pelo menos. Afinal "nada se perde, tudo se transforma". Mas acho que uma coisa não invalida a outra e que sim, os epíritos podem ser energia.

Seja como for, se existe ou não deus ou deuses não me interessa (acho que existem mas que se estão a cagar para nós), deixei de lhe ligar à muito, e ainda era capaz de lhes dar uns bons tabefes se me aparecessem à frente, e a questão dos espiritos é apenas uma questão de bem estar pessoal. Gosto de acreditar que os que morrem continuam por perto. Também não acredito em céu e inferno, acredito que esta existência é o nosso inferno e que existirá uma outra dimensão paralela ou não (formada por energia... como tudo) da qual partimos e para a qual iremos.

Dark kiss*