Coffee & TV

Take me away from this big bad world and agree to marry me.

Outubro 19, 2009

Ano lectivo novo, blog novo.

O meu prof de Desenho tem a mania que é moderno. Em vez de nos pedir um diário gráfico, pede-nos um blog. Mas não podemos falar dos nossos problemas, para isso já chegam os dele! Não. Podemos falar de tudo. Mostrar tudo. Desde que tenha alguma coisa a ver com Desenho, Design, Moda, Pintura, ect. E eu gosto!
Portanto, o Pestanitas acabou mal nasceu, ainda nem sequer tinha aberto os olhos. Mas agora há o Bob, the Blog!


A quem quiser, vemo-nos por lá.


Março 24, 2009

Pestanitas!




Ainda em construção, daqui a uns dias conto já lá ter qualquer coisita. Mas não se iludas Computador, não vai ser uma coisa muito séria e profunda. Apenas me apeteceu. Este fica em standby mode por mais uns tempos, quando me apetecer ser mais séria e profunda (ahahah!) é a este canto que recorro. Neste momento não ando com muita vontade disso.



Um beijinho e vemo-nos por lá.

Fevereiro 01, 2009

21.

É um número com o qual simpatizo bastante.



Faço anos hoje. 21. E já toda a gente deve saber que não gosto de festejar os anos. Portanto, ter a casa cheia de gente e dois bolos de aniversário, 'tá-me a tirar do sério. E ser acordada às 12h30 por pessoas a arrastar mesas, isso também!



Outubro 13, 2008

We kiss with dry lips when we say goodnight.

E o que fazemos quando as nossas pessoas preferidas se vão embora para longe?








Sentimo-nos sozinhos e cortamos revistas.

Maio 21, 2008

Welcome to Fight Club.

T: Human sacrifices were once made on the hills above this river. Bodies burnt, water speeded the wooden ashes to create lye. This is lye, the crucial ingredient. Once it mixed with the melted fat of the bodies, the white soapy discharge crept into the river. May I see your hand, please?

N: What is this?

T: This is chemical burn.

N: [screams]

T: It will hurt more than you ever been burned and you will have a scar.

N: What are you doing? [voiceover: Guided meditation worked for cancer, it could work for this.]

T: Stay with the pain, don’t shut this out.

N: No! No! Oh God!

T: Look at your hand! The first soap was made from ashes of heros. Like the first monkey shot into space. Without pain, without sacrifice, we would have nothing!

N: [voiceover: I tried not to think of the words “searing” or “flesh”.]

T: Stop it! This is your pain. This is your burning hand, it’s right here!

N: [voiceover: I’m going to my cave. I’m going to my cave! I’m gonna find my power animal…]

T: No! Don’t deal with it the way those dead people do! Come on!

N: I get the point! Okay!

T: No! What you’re feeling is premature enlightenment. It’s the greatest moment of your life, man. And you’re off somewhere else miserable!

N: I’m not!

T: Shut up! Our fathers were our models for God. If our fathers bailed, what does that tell you about God?

N: I don’t know… I…

T: Listen to me! You have to consider the possibility that God does not like you! He never wanted you. In all probability, he hates you! This is not the worst thing that can happen.

N: It isn’t?

T: We don’t need him!

N: We don’t, I agree!

T: Fuck damnation, man! Fuck redemption! We are God's unwanted children? So be it!

N: Okay! Give me some water!

T: Listen, you can run water over your hand and make it worse or... Look at me! Or you can use vinegar to neutralize the burn.

N: Please, let me have it, please!

T: First, you have to give up. First, you have to know. Not fear, know that someday you're gonna die.

N: You don’t know how this feels!

T: It’s only after we’ve lost everything that we’re free to do anything.

N: Ok…

T: Congratulations. You’re one step closer to hitting bottom.
















I wanna start a fight.

Abril 09, 2008

“I wish God was alive to see this!”

Lembrei-me da última vez que fui a Fátima. A minha mãe obrigou-me a ir porque fez uma promessa. Não acredito em promessas, é comprar a boa vontade dos santos e dessas pessoas todas. E dar dinheiro à grande máquina que Fátima e a Igreja são. Mas adiante. Como estava a dizer, a primeira vez que lá fui era pequena e não percebia o significado daquilo; foi entediante. Nunca fui de acreditar nisso, em alguém ou algo superior que está lá em cima a olhar para e por nós. Aprendi a rezar o Pai Nosso e o Avé Maria com a minha avó, ela sempre levou essas coisas a sério. Eu rezava à noite enquanto pensava no sentido que aquilo fazia, não fazia nenhum. Era palavras vazias. Praticamente fui obrigada a ir à catequese.

“Fazes plo menos a primeira comunhão!”,

diziam. Foi o que fiz. Lembro-me desse dia, da comunhão. Quando o padre me deu a hóstia, pensei

“Esta coisa sabe a Nestum!”.

Tolinha... Cumpri a minha parte do acordo, eles cumpriram a deles. Nunca mais voltei à catequese. A não ser uns anos mais tarde quando já não sei porquê fui com a minha mãe a igreja e à saída uma catequista me ouviu a dizer que para mim aquilo não fazia sentido e não conseguia acreditar. Convidou-me a ir à próxima “sessão”, fui mas já não me lembro do que falamos. Lembro-me que saí de lá igual. Há coisa de meses, quando a minha mãe me levou a Fátima, foi diferente. Não foi entediante, foi assustador. Durante a missa olhava à minha volta e as pessoas estavam completamente embrenhadas naquilo, em si mesmas e em alguma coisa superior. Algumas choravam. Eu tive vontade de chorar também, não porque estava a sentir alguma coisa, mas plo contrário. Não conseguia sentir nada. Eu tentava e tentava sentir alguma presença, sentir o significado daquilo mas só me sentia vazia. E tive medo. Dei comigo a tentar acreditar com todas as forças que tinha. Lembro-me que pensei que era injusto os outros sentirem e eu não. Queria perceber o que isso era. Vim de lá devastada. No regresso a casa enviei uma mensagem a um amigo,

“Procurei a fé. Não encontrei nada. Deus abandonou-nos.”

“Há muito tempo.”


Citando as palavras do professor de Estética (a culpa foi dele, falou nisso na aula e fez-me recordar tudo),

“Deus há muito tempo que não está a olhar para nós. Está a jogar às cartas ou a fumar uma ganza.”








/Tv on the Radio - Let the Devil In (irónico...)

Março 26, 2008

Yo man, how was your blackout?

Conversas com o Pedro.
- Eu acredito sinceramente que fazemos todos parte de uma grande coisa, que estamos todos ligados a tudo. Acho que na essência não passamos de energia e tudo é feito de energia. Sabes, eu não acredito que quando morremos vamos para um sítio melhor, não acredito num céu e num inferno e essas coisas, mas acredito que há mais qualquer coisa... O nosso corpo desaparece mas a nossa energia não; é transferida para outras coisas, nem que seja para uma caneta ou assim. Acredito numa consciência superior, num elo qualquer, e no fundo isso tem explicações científicas, o estarmos ligados e sermos todos restos ou continuações de outros todos. Ora acompanha o meu raciocínio, que eu há já muito tempo que penso e acredito nisto, só que acho que não há muita gente que consiga acompanhar (risos). Tudo é constituído por átomos, tudo! Os átomos no fundo não passam de partículazinhas de energia. Oras, quando morremos os átomos que formam o nosso corpo não morrem porque a energia não se esgota, transforma-se. Então se os nossos átomos não desaparecem com a nossa morte, vão-se juntar a outro corpo ou formar um novo corpo, não necessariamente humano ou “vivo”, quem sabe até a milhões de anos luz daqui. Sendo assim, estamo-nos a transformar, não deixamos de existir, apenas passamos a existir de outra forma, qualquer forma. Acho que é por isso que não tenho tanto medo da morte (não tenho medo da morte, tenho medo da forma como vou morrer) como algumas pessoas, porque tenho noção que não vou desaparecer. Acho que o grande medo dessas pessoas é a morte espiritual. Eu não acredito num espírito (a energia pode ser espírito?).
(...)
Sabes o que custumo dizer sobre essas ligações que sentimos com as pessoas, que sentimos que são especiais e diferentes das outras ligações que possamos sentir? Custumo dizer que, segundo esta teoria de corpos se transformarem noutros corpos, sentimos esta ligação com as pessoas ou com as coisas porque noutro tempo já fizemos parte de um único corpo, a nossa energia formava qualquer coisa que se transformou e formou outros vários corpos. Mas essa existência de uma só coisa não pode passar despercebida e sentes que fazes parte dessa pessoa/coisa, que continuam a ser o mesmo. Não existimos por nós mesmos, somos continuações de outros corpos. Percebes o que quero dizer?
(...)
Isso mesmo! Lembro-me que um professor meu custumava dizer que somos todos feitos de restos de estrelas.




/Gogol Bordello – Oh No

Março 01, 2008

The boy with his heart in a box

“There once was a boy who felt no love,
His heart was taken and kept above.
Locked in a box, he hadn’t the key,
For around the neck it lay of old grampy.
Grampy, can I please have the key, begged the small boy.
No no, said grampy, it isn’t a toy!
But I need my heart, I feel so hollow inside.
I’m sorry my lad… And once again he was denied.
Away the boy walked, unsure how to feel.
Without a heart, no emotion is real.
Just then he had an idea come to brain.
He knew at last how his heart to regain.
He loved his grampy or at least he thought so,
Without his heart he would never know.
So with just a small “tip” [tip]
Grampy went into the flames,
Cursing and screaming and calling him names.
Quickly grampy was engulfed by a firey sea.
All that was left were some bones and a key.
At last his heart could be his once again.
He unlocked the box and removed it and then
With a zip and a squish all his feelings returned.
He realized the only person who loved him, he burned…
And in the end the boy sighed one last little moan,
He then keeled over,
Sad and alone.”






:: Roman Dirge’s Lenore - Noogies

Fevereiro 21, 2008

London calling...

É com alguma tristeza que clico no "I'm not going" dos dois eventos que tinha ali de lado para os próximos tempos. E porque é que fiz isso, perguntam-se vocês?? Porque, sendo pessoas muito decididas e depois de arrastar isto por uns tempos, eu e um amigo resolvemos mudar a nossa viagem a Londres para daqui a duas semanas (fica [muito] mais em conta, fazer o quê?). Sendo assim, já não vamos na primeira semana de Abril (apanhavamos Gogol Bordello, era a cereja no topo do bolo!) e vamos logo no início de Março, o que faz com que cá não esteja para The Cure (isto sim, partiu-me o coração...). O meu pai vai com o meu bilhete! Neste momento nutro um certo sentimento de amor-ódio por ele ahahahahah.


Enfim, Londres fala mais alto!







(Escrito no Last.Fm onde existe uma "caixa" para meter os eventos a que vamos.)

Fevereiro 10, 2008

Gold teeth and a curse for this town.

Há alturas em que sinto que sou mais forte do que aparento e do que penso que sou. Mas na maioria das vezes sinto-me frágil e tudo me irrita com facilidade. Não consigo perceber o que vai na cabeça das pessoas quando falo com elas ou quando olho para a maneira como se comportam. Ultimamente, só me consigo concentrar nas pequenas coisas que me irritam nos outros, em vez do habitual olhar “bondoso” que custumo ter. As pessoas andam todas parvas, enfim. Ou então pode ser só de mim... estou contra o mundo. É mais fácil estar uma pessoa errada e as outras todas certas, do que estarem todos errados e só uma pessoa estar certa, certo?






(Saí por aí a dançar e a abanar os meus lindos cabelos loiros/castanhos/corderosa. Ao som de qualquer coisa alegre.)







/The Shins – Sleeping Lessons

Janeiro 30, 2008

Título

Agora que estou a beira de fazer (vinte) anos (é já no próximo dia Um) e, como tal, deixar a adolescência (plo menos em termos de idade), lembrei-me de fazer um balanço destes anos de teenager. Depois achei por bem não o fazer (preguiça, pronto!), não me pareceu um bom... tema, vá... para voltar a estas bandas. A única coisa que me vem à cabeça quando penso em deixar os 19 (a adolescência, a adolescência...) para trás é: será que esta agonia avassaladora que nos invade nestes tenros aninhos, desaparece quando entramos na vida adulta (“adulta”)? Eu cá espero que sim. (ai que grande drama!)

Setembro 16, 2007

Save my soul, set me free!

Desculpa-me Computador, não consigo voltar. É complicado demais, repetitivo demais. É estranho e preciso dar a volta à coisa. Só um pouco mais de tempo, um pouco mais de paciência, um dia volto mas agora não. As vozes na cabeça não se calam, as pessoas à minha volta não me largam (ou então é o contrário e tento enganar-me a mim mesma). Tudo acontece muito rápido mas nada muda ou sai do lugar. No meio da confusão, perdi-me (não o Eu mas outra coisa qualquer que faz parte de mim [o que te estou a tentar dizer Computador, é que me encontrei e não sei como lidar com isso; não que seja uma coisa má, pelo contrário, é apenas estranho]). São demasiadas coisas e não consigo, é demais para a minha pobre cabecinha… Um dia destes encontramo-nos por aí, já faltou mais e amanhã vai faltar ainda menos. Não é o fim. Até lá, um beijo e não me esqueças.




Da sempre tua


Chaka






Ps- É mais uma vez com Amor.











Julho 25, 2007

"Anne Frank. Anne Frank. The soldiers are gone. Come out and play."

Querido Computador,

há uns tempos que não te escrevo. Falta de paciência, culpa minha. É daqueles momentos em que nos sentimos presos sempre na mesma realidade e nos parece tudo igual, sempre tudo o mesmo. O mesmo sítio, as mesmas caras, as mesma vozes, o mesmo corpo. Aborrece-nos. É pegar numa mochila e sair por aí, conhecer. As coisas já não são o que eram e a culpa acaba por ser nossa porque nos deixámos cair neste estado, habituámo-nos a isto e pronto. Por agora vou desaparecer... Em algum momento temos que tentar dar a volta à coisa. Um dia destes volto com algumas coisas para contar (espero).

Com amor,



Chaka

Julho 09, 2007

experimenta (me)

" Olá, o meu nome é Chaka, gosto de tirar macacos do nariz e fazer bolas de cotão. Dás-me um beijinho?! Sou fofinha, porra! Dá-me um beijinho! "








Isto em dois cartazes.







E contaram-se quinze beijinhos.










/Peaches - Rock the Shocker

Junho 19, 2007

Cheated by the opposite of love

O amor engana-nos uma vez, não nos engana mais nenhuma.





E ora aqui está uma coisa estranha (deve ser uma grandessíssima falácia.).











/The Doors - Love Me Two Times

Junho 11, 2007

Analyse that.

O estômago sente-se estranho nos últimos dias. Não é a fome mas são as tonturas. Depois ainda há os clicks [hoje o horóscopo do Z. dizia que se sentisse o click dentro dele é porque tinha encontrado a tal. Isto dos horóscopos tem o seu quê de engraçado, tanta gente a ter dias iguais…] e as borboletas na barriga. Sai-se à noite e as quebras de tensão não nos deixam. E é uma pena sair se à noite e não haver estrelas. Ou estarem todas escondidas atrás da luz da cidade. Há luzes e há luzes e eu gosto de luzes. Mas depois as memórias daquelas noites de verão e dos risos chegam e instala-se o nó no peito. É tentar disfarçar e dizer que está tudo bem. O nó na garganta e as lágrimas presas no canto do olho. Entrou-me alguma coisa na vista, diz-se. Não gosto quando os outros dizem por mim que se passa alguma coisa e que ando estranha e sem vida. É meter na minha boca palavras que eu não disse. Ou coisas dentro de mim que não sinto [q.b.], vá. E o calor? Oh o calor! Era emigrar para um país frio e longe nestes tempos. Mas, mais uma vez, as memórias. Lá está, é aquela coisa de tudo ter um lado bom e outro mau. Não Computador, não consigo escrever ultimamente.






Delete this.











/Yeah Yeah Yeahs – Cheated Hearts

Maio 14, 2007

Beautiful kids into beautiful trouble.

Oras e isto é que ano? Uma vida social pouco activa e filmes de três horas termináveis, os olhos fecham-se. Ou então apenas parecem dois globos gigantes e brilhantes. De qualquer maneira, o cérebro desliga-se. Os senhores do lixo estão lá fora e não paro de chorar. E agora roubando as palavras de alguém querido, "eu estou em ti e tu em mim. E é bom! Que venham os que querem o mesmo. Depois rimos até cair. Vivemos.". Fecham-se as aspas e que ano é isto?





The Shins - New Slang




Ps- Há quem diga que não sou estúpida. Bem plo contrário, sou uma idealista.



Abril 17, 2007

Tenho procurado Deus no pequeno-almoço.

19 de Março de 2007:

A minha barriga faz barulho. Apetece-me enfiar o dedo no umbigo e vê-lo sair plas costas. Sem dor. A minha barriga faz barulho e eu troco as letras.



17 de Abril de 2007:

Não me faças festas que isso deixa-me ainda mais nervosa. E não me olhes de baixo que és maior que eu. A única coisa que me apareceu no meio dos cereais já moles e do leite, foi uma ou duas formigas. Deus, nem sinal dele. Ou dela. Eu lá sei! Só não gosto que me olhes de baixo porque és maior que eu. E porque nunca te consigo olhar de cima. Só de canto. Um dia Senhor Deus, um dia vou-te ver afogar na tua própria papa. Puré milho salsichas atum choco krispies leite massa chocapic maçãs bolachas de aveia estrelitas bananas maionese nestea gelados chá preto pão alentejano. E Deus, nem sinais dele.



30 de Março de 2007:

É um monte de letras e um nó na garganta. Ou no estômago. Ou nos dois sítios. Ou no corpo todo. No corpo todo.



15 de Abril de 2067:

Tenho procurado Deus no pequeno-almoço. No meio dos cereais já moles.







/My Bloody Valentine - Sometimes

Março 12, 2007

The battle lines are drawn across this town.





Dói-me a cabeça. Demais. Sinto os olhos a revirar e o nó na garganta. Só quero que a guerra acabe para nos voltarmos a encontrar. Outra e outra vez. E o meu nome é 4375. Todos precisamos de um mais cedo ou mais tarde. Há luzes no ar, menino. A guerra chegou e parece que é para durar. Pega na arma e vai tu à frente, os meus olhos reviram demais para isso. E já te disse que me dói a cabeça, prefiro esperar. "Não vai acontecer nada se continuares à espera, menina! Levanta esse rabo e corre!". É melhor esperar pelos outros, Computador... É que esta guerra está apenas no início. E não me parece que consiga sair dela vitoriosa sem ajuda... Há luzes no ar, movimento, luzes, ar. Não me abanes agora Computador, parece-me tudo demasiado bonito visto daqui.





/video: Massive Attack - False Flags

Fevereiro 15, 2007

Claritromicina (ou feliz Dia dos Namorados)


[nome do antibiótico ao qual não faço publicidade]

Contra-Indicações e Efeitos Secundários:

A Claritromicina é contra-indicada em doentes com hipersensibilidade conhecida aos antibióticos macrólidos. Não administrar Claritromicina e alcalóides da cravagem do centeio concomitantemente. Dado que não é possível reduzir a dose a partir dos 500 mg diários, [nome do antibiótico ao qual não faço publicidade] é contra-indicado em doentes com clearance de creatinina a 30 ml/min.

Está contra-indicada a administração concomitante de Claritromicina com os seguintes fármacos: cisapride, pimozide e terfenadina. Foram descritos níveis elevados de cisapride, pimozide e terfenadina em doentes tratados concomitantemente com qualquer destes fármacos e Claritromicina. Poderão resultar em prolongamentos do intervalo QT e arritmias cardíacas, incluindo fibrilhação ventricular e “torsades de pointes”. Observaram-se efeitos semelhantes com a administração concomitante com astemizole e outros macrólidos. A Claritromicina não deve ser administrada em doentes com hipocalémia (prolongamento do intervalo QTc).

Os efeitos secundários descritos incluem náuseas, dispepsia, diarreia, vómitos e dor abdominal. Foram descritas estomatite, glossite, monilia oral e alterações na cor da língua. Outros efeitos secundários incluem cefaleias e reacções alérgicas que podem ser desde urticária e ligeiras erupções cutâneas até anafilaxia e raramente Sindroma de Stevens-Johnson/necrólise epidérmica tóxica. Pode ocorrer alteração no paladar. Foram descritos efeitos secundários transitórios ao nível do sistema nervoso central, incluindo tonturas, vertigens, ansiedade, insónias, pesadelos, zumbidos, confusão, desorientação, alucinações, psicose e despersonalização; no entanto, não foi estabelecida uma relação de causa e efeito. Foram descritos casos de alterações no sentido do olfacto, geralmente associadas à alteração no paladar. Foram descritos casos de alteração na cor dos dentes em doentes tratados com Claritromicina, que geralmente foi reversível com limpeza profissional.

Como acontece com outros macrólidos, foi descrita disfunção hepática (que geralmente é reversível) incluindo alteração nos testes da função hepática, hepatite, colestase com ou sem icterícia. Esta disfunção hepática pode ser grave, mas muito raramente foi descrita como insuficiência hepática fatal. Foram descritos casos reversíveis de perda de audição com a Claritromicina, geralmente associados a doses elevadas. Foram descritos raros casos de hipoglicémia, tendo alguns ocorrido em doentes a receber tratamento concomitante com fármacos hipoclicémicos orais ou insulina. Foram descritos casos isolados de leucopenia e trombocitopénia. Foram descritos casos isolados de aumento dos níveis de creatinina sérica, no entanto não foi estabelecida qualquer relação com a Claritromicina. Como referido para outros macrólidos, prolongamento do intervalo QT, taquicardia ventricular e Torsades de Pointes foram raramente descritos com Claritromicina.










Hoje foi o último. Acabou (acabaste-me?). E agora vai(s) ser acusado nas análises de sexta feira...










/Pink Floyd - Lost for Words

Janeiro 29, 2007

O meu cabelo está sujo e já não é corderosa.

Nevou outra vez. E agora digo foda-se. Tinha que ser hoje. Tinha que ser no dia em que fiquei sentada no sofá o tempo todo depois de eles terem ido embora, de pijama vestido. E no dia em que o meu cabelo estava sujo e eu cheirava mal. É, tinha que nevar no dia em que me enfiei na banheira e desatei a chorar, só porque sim. Porque não devia estar perto, devia estar longe. Nevou e, por incrível que pareça, não fez falta escavar nenhum túnel, não se escavam túneis na mesma sala. Só se tapam os que já estão escavados. (esquece, acho que nunca chegaram a ser escavados e a culpa deve ser minha) Não, esquece esta parte menina parva. Hoje nevou e nunca fez tanta falta escavar o que quer que fosse. A distância continuava a ser enorme, apesar da sala ser a mesma. Mas eu fiquei sentada no sofá de pijama vestido o tempo todo depois de eles terem ido embora. Não, agora que penso nisso, não sentia assim tanto a distância. E agora já sinto de novo. Isto não faz sentido, afirmo coisas que a seguir são negadas por afirmações contrárias. E eu não sou assim, não sou assim como sou nos últimos tempos. Não sou assim. Como já te disse uma vez, chorar na banheira não é das minhas coisas preferidas.






/Jeff Buckley – So Real

Janeiro 05, 2007

Unhas corderosa de coçar a cabeça.

Não vale a pena gastares saliva. Uma vez corderosa, para sempre corderosa. Até porque não podia ser de outra forma. As princesas a sério nascem corderosa por natureza (depois, com o tempo, pode acontecer algo [algo muito forte] que as leve a mudar de cor). E se assim é, o que dizer de mim? Chama-me convencida, manienta, o que quiseres. Mas sempre soubeste que sou A Prinçusa. Com o “A” antes do P. E toda a gente sabe o que isso quer dizer. Princesas, disso há muitas por aí. Umas vermelhas, outras azuis, amarelas, verdes, cordelaranjas ou cinzentas, de todas as cores que os teus olhos consigam reconhecer. Mas Prinçusa, amor, há apenas uma. E essa é corderosa. Dos pés à cabeça, corderosa. Daquele alegre. Cabeça corederosa, daquele que reflecte a luz. Unhas corderosa de coçar a cabeça, daquele que dá vontade de mascar. Pés corderosa de lavar a cabeça, daquele pálido que faz encolher os dedos. Corderosa como nunca houve e como nunca vai haver outro. Ou outra. Porque sou A Prinçusa e digo que me sinto corderosa. Aquele corderosa que às vezes grita, às vezes chora, às vezes ri, às vezes canta. Aquele corderosa que todos vêem como alegre, aquele corderosa que ninguém sabe que é triste. Porque sou a menina que tu conheces que melhor sabe pintar estrelas (e sabes o mal que às vezes isso me faz). De todas as misturas possíveis de fazer com as cores que os olhos agarram. A menina que se sente corderosa por dentro, daquele triste, e o usa por fora, daquele alegre. Porque sabes, o corderosa também é aquela cor cliché das chicletes. Daquelas que se provam, mastigam e deitam fora como na música. É a cor que melhor me cai, daquelas todas em que me vês. E é aquela da qual te vais lembrar sempre. A menina corderosa dos teus olhos, sempre. A Prinçusa, essa já deves ter esquecido que alguma vez existiu.







/Jesus and Mary Chain – Some Candy Talking

Dezembro 23, 2006

It's Christmas Time!


Feliz Natal!
Com aquelas coisas bonitas que se dizem sempre nesta ocasião. E com amor.
Para todos!
/fotografia por Catie (a irmã)

Dezembro 08, 2006

Contar pelos dedos. Já me lembrei e já me esqueci.

Olha Computador, hoje apetece-me chorar. Porque conto pelos dedos e não passo de uma mão cheia. De quê(m) nem eu sei. Ou nem às paredes confesso, já diz a música. E se queres que te diga, nem sei se chega a ser uma mão cheia. Ou um dedo inteiro. Mas tenho as unhas arranjadas, bonitas e isso faz-me ter vontade de contar pelos dedos, só para poder olhar para elas. Na falta de melhor... A música no repeat voltou e para variar nunca tenho paciência para mudar. E prontos, lá dou por mim a cantarolar palavras que sabem a sal. Não me corrijas Computador... Prontos, prontos, prontos! Sou tão melodramática mas isso é da idade. É do cliché e é de ser comum. Hoje ainda não disse que o meu cérebro está a desligar, está. As palavras desfocam e ficam pequeninas e depois grandes. "Vai descansar, estás a precisar." diz ela e dizes tu. Mas não me apetece. E agora lembrei-me de uma conversa de há um tempo que já nem sei bem onde está, conversa com o B. E lembro-me de a Besta ter dito que me esqueço muito rápido e facilmente das coisas. "Nem sei porque te estou a dizer isto, daqui a pouco já nao te lembras! Aliás, até acho que tu não sabes quem eu sou ou quem tu és. E acho que também não fazes muita ideia do que andas aqui a fazer...". Oh Besta, tu não vês que agora nós, adolescentes, somos todos assim?! São muitos Bês. Mas lembro-me de todos e sei que não são o mesmo. E dos Tês. Lembro-me dos Tês e dos éLes. E do abecedário todo. A culpa de me esquecer do resto é do cérebro. Tem tendência a desligar e apagar tudo o que acha desnecessário. Que é como quem diz, quase tudo. Só retém as letras e os números, como o 4375. É assim como tu, com a ligeira diferença de conseguires guardar mais algumas coisas, Computador. E gosto de falar contigo. Queres saber? Já tens uma unha só para ti, porque pedir um dedo todo já é abusar da sorte! E agora vamos lá começar a contrar outra vez, não posso correr o risco de me esquecer como se conta. Como se conta direito. E tinha mais qualquer coisa para te dizer antes de ir, mas esqueci-me. Esqueci-me mesmo...
/Pink Floyd - Coming Back to Life (repeat)

Dezembro 01, 2006

14.11.06

pessoa: Olha, vou fazer uma pergunta que se calhar não devia fazer.
outra pessoa: Já é a segunda vez que me dizem isso. Pergunta...
pessoa: Eu era mesmo importante, assim "especial"? Diz a verdade... Podes dizer que não, se for isso.
outra pessoa: Tu tens que te sentir sempre especial para as pessoas, não é? Tu gostas mesmo disso! Sim, eras sua estúpida...
pessoa: Sabes, 'tive a pensar, eu não preciso de psicólogos para nada porque consigo saber o que tenho sem eles. E é mesmo isso que disseste, eu preciso de constante atenção! Mas não é uma questão de egocentrismo, tipo ser sempre o centro das atenções, nada disso. Só de pensar em ser o centro das atenções no meio de muita gente entro logo em pânico! É uma questão de... prensença, não sei. Tipo, basta-me uma pessoa, basta ter a atenção de uma pessoa, sentir que sou especial para ela. Preciso de atenção no sentido de precisar ter alguém que tome conta de mim porque, vou ser sincera, acho que não tenho muito jeito para fazer isso sozinha...
outra pessoa: Pois, eu acho mesmo isso.
pessoa: E eu não tenho ninguém.
outra pessoa: Eu sou qualquer coisa ao contrário de ti.
pessoa: Mas depois é estúpido porque basta qualquer coisinha para sentir logo que a pessoa me 'tá a sufocar e que não me dá espaço para fazer o que quero e ser eu. Preciso bué de me sentir livre mas, ao mesmo tempo, preciso de atenção... É estúpido!
outra pessoa: Tu é que és esquisita. E dizes essas coisas todas só para eu dizer que és especial e tal!
pessoa: Eu não digo isso para dizeres que sou especial. Porque eu não sou especial.
outra pessoa: Oh... Isso tudo é jogo para eu dizer! (risos)
pessoa: Parvo! (risos)
outra pessoa: Apartir de agora não digo mais!
pessoa: Já não dizias na mesma.
outra pessoa: Eu já disse nessa conversa. Mas tu és tão colada a isso que queres que eu diga outra vez. É a tua droga!
pessoa: (risos) Deve ser...







/Peter Doherty - My Darling Clementine